Instituto de Semiótica Clínica
Direção

O ensino de Introdução à Clínica constitui a principal atividade do Instituto de Semiótica Clínica e teve um componente pioneiro que foi a introdução do Laboratório de Aprendizagem Clínica (LAC) com recurso a modelos e simuladores sobre as diferentes etapas dum exame clínico completo.

·  Os objetivos são:

o Desenvolvimento de competências na área da comunicação médico-doente, aprendizagem da estruturação de história clínica e realização de exame físico completo e padronizado;

o Aprendizagem dos problemas da relação médico-doente nas suas múltiplas componentes e em situações clínicas particulares;

o Ensino da semiologia: colheita de sintomas e sinais nas doenças mais comuns dos diversos sistemas, e aprendizagem da técnica correta para a sua pesquisa, suscitando a compreensão do seu significado clínico, numa perspectiva estruturada e estruturante do raciocínio clínico;

o Aprendizagem tutorizada de atitudes e gestos semiológicos fundamentais em modelos e com doentes, como preparação para a prática clínica;

A exposição clínica dos discentes foi assegurada pela realização de estágios tutorizados (2 alunos/ 1 tutor) em serviços do Hospital de Santa Maria e em Hospitais na área de Lisboa com os quais foram estabelecidos Protocolos de Cooperação com a Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa. Para garantir equidade e homogeneidade no aproveitamento dos estágios é distribuído um guião para os tutores e uma ficha de avaliação para os estudantes.

A disciplina de Introdução à Clínica tem como objetivos principais:

1.       Aprendizagem de um modelo de história clínica 

2.       Aprendizagem dos sintomas e sinais cardinais das principais síndromes clínicas

3.       Comunicação médico-doente

4.       Bases da história do pensamento médico

O modelo pedagógico inclui:

·  Aulas Teóricas de carácter eminentemente conceptual, onde são abordados os aspectos nucleares da semiologia dos diversos órgãos e sistemas (Ciclo de aulas do núcleo básico de semiologia) e a semiologia aplicada aos principais síndromes clínicos (Ciclo de aulas do núcleo de semiologia aplicada a síndromes clínicos). As aulas estão estruturadas para aplicar o conhecimento da semiologia à elaboração de uma história clínica. O estudo do conteúdo das aulas teóricas e o conteúdo das referências bibliográficas das aulas teóricas são necessários para o acompanhamento das aulas teórico-práticas e práticas. O conteúdo das aulas teóricas e o conteúdo das referências bibliográficas das aula teóricas serão objeto do processo de avaliação; 

·  Aulas Teórico-Práticas centradas na discussão de casos clínicos. É fundamental o estudo prévio dos conteúdos e referências bibliográficas das aulas teóricas relacionadas com o tema da aula teórico prática. O conteúdo das aulas teórico-práticas e o conteúdo das referências bibliográficas serão objeto do processo de avaliação; 

·  Aulas semanais práticas no Laboratório de Aprendizagem Clínica (LAC) são centradas na execução do exame objectivo. Contam com o apoio de modelos mecânicos e simuladores, doentes e voluntários saudáveis. É fundamental o estudo prévio dos conteúdos e referências bibliográficas das aulas teóricas relacionadas com o tema da aula prática e dos slides relacionados com o conteúdo específico da aula prática que são previamente disponibilizados. Estes conhecimentos são avaliados em todas as aulas práticas como parte do processo de avaliação continua, bem como no exame de avaliação final. 

·  Estágio Hospitalar com duração de 5 semanas : introdução, tutelada e em pequenos grupos, na prática clínica e aquisição de treino na obtenção e elaboração da história clínica, na execução do exame objectivo e na formulação do raciocínio clínico.

·  Curso de electrocardiografia, com duração de 1 semana: formação teórico-prática focada nos conhecimentos básicos de electrocardiografia, capacitando os alunos de interpretar as principais alterações detetadas neste exame;

·  Curso dos pequenos gestos: formação de caracter prático focado na via Aérea e Cateterização Venosa Periférica em modelos. Os estudantes são divididos em pequenos grupos para assegurar a correta execução das técnicas.

·  Curso de comunicação médico-doente: formação de carácter teórico-prático com o objectivo de capacitar os alunos para uma melhor comunicação entre médico e doente. Consiste na entrevista filmada a um ator que representa o papel de doente e a posterior autoscopia do estudante.


A escolaridade da disciplina compreende no primeiro semestre (Módulo III.IV) as seguintes temáticas:

·  Aulas Teóricas: Abertura do curso; Princípios de uma consulta médica e estrutura da história clínica; Coração; Vasos; Tórax e Pulmões; Semiologia do Abdómen; Aparelho Locomotor; Grandes Síndromes Cardiológicos I; Grandes Síndromes Cardiológicos II; Grandes Síndromes Cardiológicos III - Arritmias e Síncope; Grandes Síndromes Cardiológicos IV; Grandes Síndromes Vasculares; Grandes Síndromes Pulmonares; Grandes Síndromes Abdominais I - síndrome oclusivo; Grandes Síndromes Abdominais II - síndrome hemorrágico; Grandes Síndromes Abdominais III - síndrome inflamatório/infeccioso; Grandes Síndromes Abdominais IV- cancro gástrico e cólon; Grandes Síndromes Abdominais V- doença inflamatória intestinal; Grandes Síndromes Abdominais VI- Icterícia e Doença Hepática Grandes Síndromes em Reumatologia I e II; Fracturas e Luxações; História do pensamento Médico (I a VII). 

·  Aulas Teórico-prático: História Clínica I e II; Pulmão; Coração; Vasos; Abdómen; Aparelho Locomotor; Trauma. 

·  Aulas Práticas - Laboratório de Aprendizagem Clínica (LAC): Coração (I-III); Pulmão; Vasos; Abdómen; Aparelho Locomotor I e II; Treino de exame objectivo; História Clínica I e II.


No segundo semestre (Modulo III.V), as temáticas abordadas são as seguintes:

·  Aulas Teóricas: Abertura do curso; Sistema Neurológico; Visão; Sistema Endocrinológico; ORL, Cabeça e Pescoço; Doente Crítico; Sintomas e Sinais em Ginecologia; Sistema Urinário; Pele; Grandes Síndromes Urológicos e Nefrológicos; Grandes Síndromes Ginecológicos: Mama; Grandes Síndromes Ginecológicos; Grandes Síndromes Dermatológicos I; Grandes Síndromes Dermatológicos II; Grandes Síndromes Neurológicos I; Grandes Síndromes Cabeça e Pescoço e ORL; Grandes Síndromes Oculares; Grandes Síndromes Neurológicos II; Grandes Síndromes Endocrinológicos I e II; Bases da semiologia Pedátrica; História do Pensamento Médico I-IV; 

·  Aulas Teórico-prático: Sistema Neurológico; História Clínica I e II; Ginecologia; Doente crítico; Sistema Urinário. 

·  Aulas Práticas - Laboratório de Aprendizagem Clínica (LAC): Sistema Neurológico; Cabeça e Pescoço/Ouvidos, Nariz e Garganta; Toque Retal; Genitais Femininos; Olhos.


Ainda no segundo semestre (Módulo III.V) são realizados cursos de comunicação médico-doente, electrocardiografia e de pequenos gestos de forma a capacitar os estudantes para a realização do Estágio Hospitalar.

O Estágio Hospitalar é efetuado numa Unidade Hospitalar com o acompanhamento personalizado por um Tutor (médico) devidamente reconhecidos e ao abrigo de protocolo estabelecido com a Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa (FMUL). Pretende-se que os estudantes acompanhem o seu Tutor nas atividades diárias, designadamente, enfermaria, serviço de urgência e observação/participação tutelada em atos médicos.

Estes vários momentos pedagógicos permitem a introdução progressiva do estudante na temática, o desenvolvimento de raciocínio fisiopatológico conducente ao diagnóstico, a aprendizagem mediante simuladores no LAC e prática supervisionada com doentes no Estágio Hospitalar.

No guião formativo adotaram-se as práticas de ensino centradas nas necessidades formativas dos estudantes e promoção das atitudes de aprendizagem ativa. Adequou-se a estrutura do curso à logística instalada na FMUL (carga horária, calendário, horário, instalações, equipamentos, número de estudantes).

As metodologias de ensino têm-se revelado coerentes com os objetivos da disciplina sendo variadas e abrangentes de forma a satisfazer uma aprendizagem teórica da semiologia abordada duma perspectiva fisiopatológica, bem como do treino prático de gestos semiológicos, limitando a prática repetida nos doentes. Procura-se ainda a introdução efetiva ao ambiente clínico e às bases do raciocínio clínico.

A área disciplinar autónoma de Introdução à Clínica constitui a principal atividade do Instituto de Semiótica Clínica.

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