Instituto de Farmacologia e Neurociências
Direção

 

Missão
Promover o ensino da Farmacologia e das Neurociências, alicerçado:

  1. em actividade de investigação científica de que resultam publicações de prestígio com larga difusão internacional;
  2. em interacções de diversa ordem com as sociedades científicas afins à Farmacologia e às Neurociências e com a comunidade em geral, sempre que estejam em debate temas relacionadas com estas áreas.
  3. interações de diversa ordem com outras Escolas Unidades Orgânicas da Universidade de Lisboa, sempre que relevantes para a missão de ensino pré- ou pós-graduado e/ou investigação científica desenvolvida no Instituto. Nesse âmbito Dirige o Colégio Mente Cérebro da Universidade de Lisboa e o Programa Doutoral em Neurociências Integradas.


Ensino
O Instituto de Farmacologia e Neurociências pretende contribuir para consolidar um ensino de excelência alicerçado em actividade de investigação científica continuada e de reconhecido prestígio internacional. A actividade de investigação científica levada a cabo no Instituto de Farmacologia e Neurociências repercute-se directamente na missão de ensino pós-graduado e orientação de alunos de Mestrado, Doutoramento ou Pós-Doutoramento, assim como na solidez do ensino pré-graduado. A junção, numa única Unidade Orgânica, de docentes e investigadores com capacidade de intervenção em Farmacologia e em Neurociências, é frutuosa.

 

Investigação


Objectivos Científicos/Principais linhas de actuação no Instituto de Farmacologia e Neurociências e Unidade de Investigação (no iMM) que lhe está associada

Um dos principais desafios actuais no combate às disfunções do sistema nervoso é conhecer detalhadamente e corrigir a função sináptica anormal, já que a maioria das disfunções neuronais resulta de alterações da comunicação entre células nervosas, ou seja, de alterações a nível da sinapse e de transmissão sináptica.
Os docentes e investigadores do instituto de Farmacologia e Neurociências pretendem esclarecer o modo como a função sináptica é regulada em situações normais e disfuncionais. Focamo-nos em moduladores endógenos em situações normais e modelos de patologia e pretendemos esclarecer o modo como estes moduladores afetam os componentes pré-sináptico, pós-sináptico e glial, bem como o modo como influenciam a excitabilidade neuronal, a renovação das células neuronais e gliais, a maturação e degeneração neuronal e glial. Como moduladores endógenos temo-nos concentrado nos factores neurotróficos, adenosina, e endocanabinóides. Como modelos de doença temo-nos concentrado na doença de Alzheimer, epilepsia, esclerose lateral amiotrófica e, mais recentemente, na esclerose múltipla.

 

Outras actividades em outras unidades de investigação e/ou serviços clínicos

A multidisciplinariedade do corpo docente do Instituto de Farmacologia e Neurociências permite intervenção em outras áreas, nomeadamente em áreas clínicas como, Nefrologia, Cardiologia, Anestesiologia, Neurologia, Neurocirurgia, Oncologia, Imagiologia, Infeciologia. Desenvolvem esta actividade no âmbito das suas funções clínicas no Centro Académico de Medicina de Lisboa ou em diversos Hospitais da área metropolitana de Lisboa

Alguns docentes do Instituto de Farmacologia e Neurociências fazem parte de outras unidades de investigação do iMM, lideradas por José Ferro e por Luísa Lopes.

No ensino de pré-graduação, o Instituto de Farmacologia e Neurociências tem a seu cargo o ensino de Farmacologia geral no módulo de Sistemas Orgânicos e Funcionais (1º semestre, 2º ano), ensino de Neurofarmacologia no Tronco de Neurociências (2º semestre, 2º ano), ensino de Farmacologia especial no módulo de Farmacologia e Psicopatologia (1º semestre, 3º ano). Coordena o Tronco de Neurociências e o Módulo de Farmacologia e Psicopatologia.

Num curso de Medicina, a área disciplinar de Farmacologia tem como principal objectivo fornecer ao aluno bases de raciocínio e de conhecimento que lhe permitam perceber os fundamentos da Terapêutica. Como disciplina de charneira entre a ciência básica e a clínica, a Farmacologia tem que simultaneamente promover o conhecimento dos alvos moleculares de cada grupo de fármacos como alicerce da compreensão das suas acções farmacológicas, bem como promover a identificação sumária das patologias a que se destinam. Deverá, pois, contribuir para compreender a relação entre a função e a disfunção ao nível celular, molecular, do órgão e do sistema, dotando o aluno da capacidade de inferir sobre a potencial acção terapêutica de grupos de fármacos com mecanismos de acção comuns. Porque cada medicamento, mesmo que muito selectivo, actua, não apenas no alvo que se pretende atingir para fins terapêuticos, mas também num conjunto de locais similares em outros órgãos, é da maior importância dotar o aluno de Medicina de um raciocínio farmacológico rigoroso e integrado para poder perceber os limites do uso de cada classe de fármacos, e, assim, poder fazer escolhas fundamentadas quando na sua prática clínica futura. Esta visão integrada sobre a acção de um fármaco no organismo estaria muito dificultada se os aspectos farmacológicos fossem apresentados ao aluno apenas de um modo fragmentado perante cada patologia específica. Identificando também diversos alvos farmacoterapêuticos e tendo como base os mecanismos subjacentes a diversas disfunções, o ensino da Farmacologia permite uma reflexão crítica, baseada em evidência científica, sobre possibilidades terapêuticas futuras.

O ensino universitário tem de conciliar necessidades crescentes de especialização com a necessidade de conhecimentos abrangentes e integradores. Essa compatibilização só é possível com equipas amplas, multidisciplinares, dedicadas no seu conjunto ao ensino, à investigação científica e, no caso do ensino médico, à prática clínica. Esta multidisciplinariedade e multiactividade só são compagináveis com a especialização se existir uma interacção marcada entre docentes com formações e práticas diversificadas e complementares. A complementaridade de formação e de prática é evidente entre o corpo docente do Instituto de Farmacologia e Neurociências. A interacção entre os docentes exerce-se a vários níveis, incluindo Reuniões de Serviço mensais, onde se discutem, para além de assuntos de docência, aspectos científicos relacionados com as diversas áreas da Farmacologia leccionadas na pré-graduação.

A interacção com outros Institutos e Unidades da FMUL é incentivada pelo Instituto de Farmacologia e Neurociências, como parte de uma estrutura possuidora de massa crítica de investigação e ensino em ciências funcionais.

O Instituto de Farmacologia e Neurociências participa e coordena Unidades Curriculares (UC) nos seguintes programas:

  • Mestrado em Neurociências, 
  • Mestrado em Ciências Cognitivas,
  • Mestrado integrado em Engenharia Biomédica (UC optativa),
  • Mestrado em Psicopatologia,
  • Doutoramento em Neurociências,
  • Doutoramento em Ciência Cognitiva, 
  • Dirige o Programa de Doutoramento de Neurociências Integradas,
  • Participa na Comissão Científica dos cursos de Mestrado e de Doutoramento em Neurociências e em Ciência Cognitiva.

A estratégia de ensino alicerça-se fortemente na actividade científica levada a cabo pelos diversos membros do Instituto de Farmacologia e Neurociências. Esta estratégia está consubstanciada também na orientação de alunos de Doutoramento, de Mestrado e de alunos do Mestrado Integrado em Medicina integrados em projectos de investigação.

Na Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa, criada em 1836, o equivalente à Farmacologia tinha a designação de “Matéria Médica”. Com a fundação da Faculdade de Medicina de Lisboa em 1911, foi criada a disciplina de Farmacologia pelo Professor Sílvio Rebelo, e o Instituto de Farmacologia e Terapêutica Geral. Este instituto deu lugar em 2004 ao Instituto de Farmacologia e Neurociências.

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Contactos

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Secretariado: Cristina Varandas e Alexandra Botelho
Contacto Interno:  47160 | 47167
 

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