"Quanto mais educada for uma pessoa, menor a probabilidade de ela embarcar em teorias da conspiração”
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As declarações são da Professora Maria do Carmo Fonseca, Presidente do iMM, no novo podcast do jornal Expresso, “O Futuro do Futuro”.

"Há muitos anos, os médicos apenas podiam olhar e cheirar a urina, às vezes até prová-la, porque não podiam fazer análises químicas. Agora, captamos muito mais informação que nos vai ajudar a fazer um diagnóstico mais detalhado. Tendo isso, precisamos também de terapias mais precisas que atuem exatamente sobre aquilo que está errado", afirmou Carmo Fonseca no podcast dedicado ao “admirável mundo novo” da tecnologia.

Numa conversa em que abordou os avanços da Medicina, “uma das mentes mais brilhantes do país”, cita o semanário, demonstrou a evolução significativa na capacidade de diagnóstico, comentando ainda o futuro da medicina personalizada, o descrédito que por vezes é lançado sobre a Ciência, bem como o tema que está a marcar a atualidade: as vacinas para fazer frente à Covid-19.

Carmo Fonseca salientou também a importância do investimento contínuo na educação, de forma a garantirmos uma sociedade consciente e informada. "Quanto mais educada for uma pessoa, menor a probabilidade de ela embarcar em teorias da conspiração. E isso não é algo que se possa fazer em momentos de pânico. Tem de ser feito em permanência, investindo na educação”, referiu a Professora no podcast, para ouvir aqui na íntegra.

mulher a posar para foto numa ponte
Créditos da imagem: SIC

 

À SIC, Carmo Fonseca falou sobre a investigação em RNA, que está na base da primeira vacina contra a covid-19.

Na rubrica “Admirável Mundo Novo”, a Professora – eleita este ano para presidir à Sociedade Internacional que reúne milhares de especialistas em RNA – explica o caminho apontado pela Ciência, que encontra nessa molécula a direção para uma eventual nova era no tratamento do cancro ou das doenças cardíacas, bem como uma nova via para reverter o envelhecimento.