Professora da FMUL continua a dar cartas nas melhores revistas científicas
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ampola de vacina

Diana Aguiar de Sousa, Professora Auxiliar de Neurologia e Neuroanatomia da FMUL, é a coordenadora do estudo que comprova que não há evidência de risco, estratificado por idade,  de trombose venosa cerebral nas pessoas que tenham sido vacinados contra a Covid-19.

Publicado na Revista “Neurology”, o artigo “Age-Stratified Risk of Cerebral Venous Sinus Thrombosis After SARS-CoV-2 Vaccination” reforça que "não se encontrou evidência de risco aumentado de trombose venosa cerebral associado às vacinas de mRNA (Pfizer e Moderna). Relativamente à vacina da AstraZeneca, os dados confirmam que o risco do síndroma raro de trombose venosa cerebral e trombocitopénia depende da idade".

Este estudo composto por professores da Faculdade de Medicina, em co-autoria com o Professor José Ferro, e com outros investigadores internacionais, nascia depois de, em março de 2021, se ter suspeitado do risco da trombose venosa cerebral para cada uma das quatro vacinas aprovadas na Europa. Como especificar esse risco para cada grupo etário em relação com as vacinas e com especial preocupação pela da AstraZeneca, era o especial foco.

Este estudo foi realizado em 31 países e, durante este período, foram administradas 228 milhões de primeiras doses de vacinas contra a covid-19 e notificados 550 casos, sendo que 276 tinham trombocitopenia, uma manifestação que sugere que possa haver associação com esta síndrome, e 274 não tinham este marcador.

Neurologista do Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte (CHULN), Diana Aguiar de Sousa, explicava ao jornal Diário de Notícias todo o processo, "utilizando estes dados, podemos confirmar efetivamente, a segurança relativamente a este tipo de eventos trombóticos das vacinas baseadas em mRNA, tendo-se verificado que não existia evidência de risco aumentado de trombose venosa cerebral, associada ou não a trombocitopenia”.

Ainda assim, salientou que, “em relação às vacinas adenovirais, nomeadamente a da AstraZeneca, o risco aumentava em idades mais jovens, apesar de o risco absoluto ser sempre muito baixo, uma vez que é uma complicação extremamente rara". O que permitiu concluir que, “a esta síndrome rara e casos que não o serão, que ocorrem na população em geral como já aconteciam antes da pandemia".

Preocupada em estudar e trabalhar na melhoria dos cuidados prestados aos doentes com AVC, Diana Aguiar de Sousa promete continuar a dar cartas no mundo das Neurociências.

 

Fonte: DN

Estudo de trombose venosa cerebral confirma segurança das vacinas contra a covid-19 (dn.pt)