Os nossos, na primeira pessoa (Parte II)
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É da ilha da Madeira, chama-se António Gonçalves e terminou agora o 1º ano do Mestrado Integrado em Medicina.

A pensar nos futuros alunos que pensam escolher a Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, pedimos aos nossos estudantes que nos relatassem o que foi viver o primeiro ano académico diante de uma pandemia. Que dificuldades sentiram, o que mais os marcou e como se atravessam alguns momentos que nem sempre são facilmente geríveis, foi o que pedimos para refletirem.

E eles assim o fizeram, com o propósito de inspirar e ajudar os que agora chegam.

 

rapaz a sorrir

Escolhi Lisboa em primeiro lugar por duas razões:
➡️ Ao sair da Madeira iria ter experiências diferentes, iria ter um cheirinho do que é a vida adulta, pois teria de viver sozinho e deixar a casa dos meus pais. Tudo isto na expectativa de crescer enquanto pessoa;
➡️ Escolhi Lisboa, porque é a cidade onde tenho mais apoio de amigos e conhecidos. Também porque é central e tem montes de coisas para fazer.”

👉 Como foi este primeiro ano na FMUL?
“Este primeiro ano de faculdade não foi fácil. Foram muitas mudanças ao mesmo tempo, sair da casa dos pais, uma cidade nova, um nível de ensino mais complicado. Estava à espera de sentir mais saudades de casa, mas não aconteceu, adaptei-me bem.

O primeiro semestre correu bem, ainda tive a sorte de ter algumas aulas presenciais de BMC (Biologia Molecular e Celular) e Bioquímica, nas quais aproveitava para ter contactos humanos. Tive a minha primeira avaliação oral, e foi de Anatomia :´). Essa oral foi muuuuito puxada ahaha, mas com jeitinho passei com aquele 10 maravilhoso.

Passei a maior parte do tempo em casa, onde estudava a maior parte do dia (erro ahah), ainda me inscrevi no futsal da faculdade, mas só houve um treino (já dizia o JJ: a culpa é da "pandumia"). Sinto que o desporto fez-me falta, coisa que tenciono melhorar este ano.”

👉 Conseguiste criar amizades com os novos colegas?
“Eu estava com sede de novos amigos, e sem saber o que era, inscrevi-me na Comissão de Curso no dia da apresentação. Este grupo de pessoas salvou-me, tive imensa sorte, são todos maravilhosos à sua maneira. Apoiaram-me quando estava em baixo, partilhámos os mesmos obstáculos, juntos fizemos este primeiro ano atípico. Medicina não se faz sozinho.

Fizemos imensas reuniões por zoom, esquecemo-nos do curso no meio das gargalhadas online. Tivemos sempre juntos nas orais uns dos outros, principalmente nas de segundo semestre. Fora do CC, conheci um grande amigo meu da faculdade, devido às tais aulas presenciais.”

António Gonçalves 📍 Madeira 🔖 1º ano do Mestrado Integrado em Medicina

Na Newsletter da FMUL de setembro, recuperamos o testemunho completo do António.

Até lá, boa sorte a todos os que se estão a candidatar ao Ensino Superior. Cá vos esperamos! 💛