Miguel Castanho sobre a vacina da Pfizer, no “Manhãs 360”
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homem de bata branca com microscópio à sua frente
Créditos de imagem: Filipa Bernardo | Global Imagens

 

No passado dia 12 de novembro o Professor Catedrático da FMUL e Investigador do iMM, esteve em direto no Jornal Observador, no programa “Manhãs 360”.

Na opinião de Miguel Castanho acerca da prematuridade da notícia sobre a nova vacina Pfizer, este responde que a notícia não é prematura desde que seja bem entendida e bem contextualizada.

Até agora os dados apontam para uma eficácia de 90 %, mas estes resultados ainda não são finais. É preciso ter em consideração informações sobre o modo como este estudo foi planeado, sobre a segurança da vacina, sobre o preço a ser praticado ou mesmo sobre a logística de distribuição da mesma. Não nos podemos deixar levar num entusiasmo excessivo que poderá mais a frente tornar-se em frustração. Isso sim é perigoso, refere Miguel Castanho.

A facto de a vacina estar disponível não significa que estará à disposição nos centros de saúde para administração à população. “Fazer uma vacina é algo extremamente delicado”. No caso desta vacina da Pfizer, trata-se de uma molécula muito delicada, o que faz com que as condições do seu armazenamento e distribuição devam ocorrer em condições muito controladas e estas condições têm um preço que pode não ser acessível a todos.

Na opinião do Prof. Miguel Castanho não haverá grandes notícias no primeiro trimestre do próximo ano ainda que determinados grupos possam começar a ser vacinados, como é o caso dos profissionais de saúde, que trabalham diretamente com os doentes com covid-19. Mas a realidade é que só estaremos em condições de avaliar os resultados num contexto de pandemia geral, quando for vacinada uma fração importante da população, caso tudo corra bem.

Miguel Castanho volta a defender que “estamos demasiado obcecados com a vacina” e “quase passou despercebido”, nos EUA, a aprovação de um novo medicamento de combate ao SARS-CoV-02. Fala também na necessidade de testar rápida e eficazmente em casa, por exemplo, sem ter de recorrer às equipas de saúde. Há várias frentes de combate, é importante por exemplo, perceber porque é que existem “pessoas que adoecem tanto e têm consequências tão gravosas da infeção e outras não”.

Poderá aceder ao podcast aqui