Há possibilidade de uma quarta vaga? Miguel Castanho responde
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Fotografia de Miguel Castanho e o jornalista no jornal da sic

Miguel Castanho, Professor da FMUL e investigador do Instituto de Medicina Molecular (IMM), esteve presente no jornal da SIC Notícias, para comentar as declarações da Diretora-geral da Saúde, Graça Feitas, relativamente ao facto de “não excluir a possibilidade de uma quarta vaga da covid-19”.

“Enquanto houver vírus circulante, se nós dermos condições para isso, o vírus voltará a multiplicar-se”, afirmou o Professor, sublinhado ainda que, “são as condições de propagação e de multiplicação viral que vão ditar se vamos passar deste pequeno número, de casos diários, para um muito maior.”

Acrescentou ainda que “estamos numa fase precoce da vacinação” e não podemos contar com os efeitos causados pela imunidade natural, adquirida por exposição ao vírus e com os efeitos da vacinação.

O professor, referiu ainda que foi “um erro” lançar a ideia de uma possível imunidade de grupo, atingida em agosto. Ideia esta que pode levar “ao mesmo erro do Natal, isto é, pode criar no início do verão uma falsa noção de que estamos em fim de ciclo”. A imprevisibilidade das vacinas é também uma causa para não conseguirmos atingir esta meta.”

Esclareceu que as dúvidas lançadas pela Comissão Europeia, relativamente à vacina Russa, “não dizem respeito à segurança e eficácia da vacina, mas sim, como terá a Rússia capacidade de fornecimento de tantas doses à União Europeia, se no seu próprio país o plano de vacinação não vai assim tão adiantado”, crendo por isso “que é uma dúvida política e não técnica.”