“É uma notícia muito boa saber que as vacinas estão a ser atualizadas”
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Professor Luís Graça

Luís Graça, Professor da FMUL e investigador do Instituto de Medicina Molecular (iMM), falou ao Canal S+ sobre a imunidade de grupo e a questão de se adiar a segunda toma da vacina.

Numa decisão anunciada ontem pelo governo, sobre o adiamento da segunda toma da vacina da Pfizer, de 21 para 28 dias, para se poder vacinar mais 100 mil portugueses, o Professor elogiou a medida, baseando-se na evidência de estudos feitos na Escócia e no Reino Unido, que verificam que o atraso até 42 dias, mesmo para pessoas mais velhas, não reduz a eficácia da vacina.

“É uma notícia muito boa saber que as vacinas estão a ser atualizadas”. Luís Graça, fez ainda referência à farmacêutica Moderna que atualizou a sua vacina para responder e forma mais eficaz à nova variante do SARS COV 2, oriunda da África do Sul, realçando que, a prioridade continua a ser “proteger a população vulnerável de internamento hospitalar e da morte.”

Relativamente à introdução na Europa da vacina russa Sputnik e da chinesa Sinopharm, o Professor afirmou que “é importante termos consciência que nós na Europa, nos EUA ou no Reino Unido exigimos um padrão de qualidade dos medicamentos muito elevado”, salientando que “todos os medicamentos utilizados nos nossos países têm de obedecer a critérios que garantem que são seguros e eficazes. Muitas vezes essa eficácia não tem só a ver com o artigo científico publicado na revista. É preciso garantir que, de lote para lote, o produto é consistente.”

O investigador afirma que “a imunidade de grupo depende de mais do que uma variável”, explicando que as novas mutações do SARS CoV-2 com maior transmissibilidade, como é o caso da estirpe oriunda do Reino Unido, forçam necessariamente a um maior número de pessoas imunizadas, para conter o avanço da pandemia.

Entrevista completa AQUI.