Doação de cadáver é cada vez mais uma opção
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dois professores em pé a sorrir

Não são raras as vezes que a equipa do Teatro Anatómico da Faculdade de Medicina recebe visitas de estudo para mostrar parte do trabalho que é desenvolvido em cadáveres. Seja por treino médico, seja por pesquisa dos estudantes de Medicina, é pela doação do corpo à ciência que se torna possível aprender mais sobre o corpo humano.

No artigo publicado hoje pelo Jornal de Notícias, a jornalista Sara Gonçalves refere alguns números sobre a doação cadavérica e fala com os professores da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa sobre legislação e financiamentos para as Escolas.

A lei que em 1999 consagrou que apenas quem expressa, por escrito o seu consentimento, pode ver o seu corpo entregue à ciência, é o que justifica que Lia Neto, Professora e diretora do Instituto de Anatomia da Faculdade de Medicina, refira que “Agora só está cá quem quer”. A procura para estas doações tem vindo a aumentar em 46% nos últimos quatro anos, só a Faculdade de Medicina recebeu mais de 500 doações no ano de 2018.

O mesmo artigo refere ainda que, no ano seguinte, entraram nas faculdades públicas de Medicina e Ciências da Saúde mais de 1200 intenções de doação.

Professor da Faculdade e presidente da Sociedade Anatómica Portuguesa (SAP-APP), Pedro Oliveira, sublinha ainda que a doação do corpo é para todos sinónimo de agradecimento e respeito pela generosidade dos doadores. Não obstante a ética que “está 100% assegurada" pela lei, há pormenores técnicos "que deviam ser melhorados".

 

 

Um artigo a ler, no site oficial do JN:

https://www.jn.pt/6160856007/milhares-de-portugueses-querem-doar-o-corpo-a-ciencia/