Cerimónia da bata branca “é um dia de realização”
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cerimonia das batas brancas junto a estátua do nobel

 

Ontem realizou-se a cerimónia da bata branca na presença de mais de 400 pessoas que encheram o Auditório João Lobo Antunes e ainda mais uma sala onde a sessão foi transmitida via streaming.

Muitos pais, mães e irmãos  assistiram ao atingir desta meta, que é o mérito de estar a meio do MIM, mas que é sobretudo o término dos anos pré-clínicos para se dar início à fase mais prática da formação. A partir de agora, a bata branca vai estar de serviço todos os dias. Vão estar em contexto hospitalar a praticar atos e manobras médicas, a ter contacto com doentes e a sentir na pele a profissão. É um dia importante porque é um marco, na vida destes estudantes, que estão a preparar-se para “mudar o mundo”, segundo disse no seu discurso o diretor da FMUL.

 

plateia de auditório repleta de gente

 

Foram mais de 350 os alunos que ontem estiveram na cerimónia da Bata Branca que assinala um patamar importante na formação médica: a transição para os almejados anos clínicos.  A partir daqui a bata branca que ontem envergaram antes de fazerem o juramento de Hipócrates, vai ser vestida diariamente e com ela vão dar os primeiros passos no contacto com os doentes nas enfermarias, nos consultórios, nos vários serviços do hospital e vão ter a possibilidade de realizar uma série de procedimentos e atos médicos que até agora estavam apenas registados nos livros.

 

homem a espreitar por janela na porta

 

ramo de flores em cima de uma cadeira de auditório

duas pessoa a espreitar para câmara

 

 

 É este misto entre o querer e o começar algo desconhecido que os faz sentir “entusiasmo e medo” em simultâneo, como explicou Alexandre Luís que também é membro da AEFML e que ontem estava de sorriso rasgado, sentado na escada do auditório.

 

 

aluno a fazer pose

 

grupo de alunos na plateia

 

Ao lado estavam outros colegas que partilharam inteiramente das palavras dele e acrescentaram outras; “É o culminar, o atingir de uma meta que nos coloca mais perto daquele que é um objetivo de vida,” ou, “é um dia de realização”, porque  “este é um ano barreira e tem a importância de ser um misto de alegria e tristeza porque 3 anos já passaram, e já só faltam mais 3, e isso é triste”. Estas palavras vieram de um grupo de amigos, muito unido que praticamente falou em uníssono. São eles o João Dantas, o Pedro Soares, Nuno Mendes e Gonçalo Mendes.

 

aluna sentada na plateia

Na fila abaixo estava a Carolina Bargado. Para ela a cerimónia representa também o fechar de um ciclo e o início de outro. “Saímos dos anos pré-clínicos que são uma barreira devido ao esforço que é preciso ter para os ultrapassar e agora vai dar início uma nova fase que são os anos clínicos. Aqui vai nos ser permitido ter contacto com as pessoas”, diz com um sorriso que revela mais do que as palavras. Estes são de facto os tão desejados anos na vida de um estudante de medicina. Quanto aos sentimentos inerentes a esta nova fase, disse “há sempre o receio de nos depararmos com realidades difíceis e de haver um certo desencanto, mas o entusiasmo supera”.

 

Uma dupla exemplar

duas raparigas no palco a falar ao microfone

 

A organização coube à AEFML em particular à Inês Amorim e à Shuxuan Pan que apresentaram a cerimónia e foram muito aplaudidas pela plateia. Discretas, mas muito eficientes, foram resolvendo problemas e dando respostas às perguntas que iam surgindo. Fizeram uma gestão muito eficaz da multidão que, ainda cedo e com as portas do auditório fechadas, se ia juntando na expectativa de conseguir um bom lugar para assistir. “sabíamos que íamos ter muitas pessoas a assistir e que esta sala não era suficiente. Por isso tratámos de pedir uma sala extra onde vão estar alguns familiares a assistir via remoto”, explicou a dupla.

 

Estejam motivados e sejam capazes de “transformar o mundo”

homem fala para plateia

 

Ao palco subiram o Diretor da FMUL, João Eurico Cabral da Fonseca,  “eu já vim de bata, já vim preparado”, começou por dizer antes de falar sobre a importância de ser médico, que tipo de médicos vão ser e quais os valores fundamentais que um médico deve ter em toda a sua existência. “Têm de ganhar um conjunto nuclear técnico, mas mais importante, têm de desenvolver valores para trabalhar como médicos” e destacou  “compaixão, empatia, altruísmo, responsabilidade e o respeito” entre outros. O objetivo é que estejam motivados e sejam capazes de “transformar o mundo”, concluiu.

 

Vamos falar sobre compromisso

A Presidente da AEFML, Ana Raquel também falou em valores e da sua necessidade para exercer a profissão de médico com excelência e recordou que para ela os anos clínicos foram muito desafiadores, mas que foi aí que se envolveu na vida académica. Este dia, “simboliza uma renovação com o compromisso e com a prática do que é ser médico”, diz em tom de galvanização o que mereceu muitos aplausos.

 

rapariga a falar no púlpito

 

"A necessidade de haver cuidados de saúde cada vez mais humanos", foi a tónica do discurso feito pelo Gonçalo Fernandes, em representação da ANEM.

jovem a falar ao microfone no palco

 

“Boa tarde 21-27”

homem a discursar no púlpito

 

Foi desta forma entusiasta que Nuno Gaibino conquistou a audiência. Também ele foi aluno FMUL e dirigente associativo, por isso, representa muito bem o espírito académico, mas não só!  Médico Intensivista na ULS de Santa Maria, partilha o seu percurso e a sua vivência e os estudantes identificam-se muito. Os anseios, a paixão e a adrenalina estão de certa forma personificados naquela figura que consegue aproximar-se muito do que sentem estes futuros médicos. Embora tenha admitido que “falar para esta plateia faz-me ficar com as pernas a tremer” ou que embora estivesse em representação da OM, “só consigo falar da minha casa”, lá foi dizendo que esta profissão é uma missão e nada melhor que usar a célebre frase usada por um dos nomes maiores da medicina o Professor João Lobos Antunes, e repetida ainda hoje, “rapazes vocês têm a profissão mais religiosa do mundo. Entram religiosamente às 8 horas e saem quando Deus quiser”. E na senda da religiosidade o juramento de Hipócrates, veio mesmo a calhar. está na hora de vestir a bata e assumir o compromisso que para a maioria, é um sonho de vida.

 

alunos de MiM a fazer juramento hipocrates

 

As famílias aproveitaram para registar o momento.

 

.grupo de pessoas afazerem uma selfie

 

 

jovens a sorrir

jovens a celebrar

 

No fim a habitual reunião junto ao Nobel para a tradicional fotografia de grupo com as batas a esvoaçar e a tuna a tocar. Este foi um dia memorável que fica registado na retina e na memória...para mais tarde recordar. 

 

 

 

 

 

jovens a comemorar
pessoas a conversar
bata com logotipo da fmul
jovens a sorrir
jovens a sorrir
jovens a sorrir
pessoas a escutar palestra
jovens a celebrar
jovens a ouvir palestra
jovens a tirar fotografias
jovens a pousar para fotografia
jovens a conversar
jovens a conversar
jovens a conversar
jovens a conversar
jovens a conversar
jovens a conversar
jovens a conversar
jovens a conversar