CEMP defende manutenção das atividades presenciais nos anos clínicos
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estudantes a treinar

As recentes e expectáveis notícias relativas à intenção de encerramento de Escolas e Universidades lançaram mais um desafio de adaptação célere e adequada ao funcionamento das instituições. No caso particular do ensino da medicina, e concretamente no que respeita aos ciclos clínicos, o Conselho de Escolas Médicas Portuguesas (CEMP), considera, reiteradamente, fundamental que se possam manter as atividades presenciais, dentro das condições particulares e da realidade de cada Faculdade e respetivas unidades de saúde afiliadas.
Com efeito, a manutenção da formação em ambiente hospitalar tem o enorme  potencial de se constituir como uma mais valia única na formação académica, profissional e pessoal dos futuros médicos, que não só têm nesta condição de saúde pública uma oportunidade formativa única que várias gerações não experienciaram, como também a oportunidade, devidamente enquadrada na formação prévia de que já
dispõem, de participarem ativamente, com o espírito de missão que caracteriza a profissão médica, no combate a uma pandemia que desafiou os sistemas de saúde e seus os profissionais de todo o mundo.
As Escolas Médicas Portuguesas estão inteiramente disponíveis e motivadas para participar ativamente neste combate, para o que continuarão a criar todas as  condições necessárias a uma participação segura e
adaptada ao nível que se encontram os seus estudantes na formação e intervenção tutoreada. Para o efeito, continuarão a procurar garantir, junto do poder político e sanitário do país, que os estudantes de medicina que frequentam o ciclo clínico possam beneficiar das medidas de proteção que são propostas para todos os profissionais de saúde, nomeadamente no que diz respeito à administração da vacina para a COVID-19.
Acreditamos que a manutenção dos ciclos clínicos será um ato formativo, humanista e solidário que contribuirá para a saúde do país.

Contem connosco.


Portugal, 21 de janeiro de 2021


O Conselho de Escolas Médicas Portuguesas,


Henrique Cyrne Carvalho, Presidente do CEMP e Diretor do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar da Universidade do Porto


Altamiro da Costa Pereira, Diretor da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto
 

Prof. Doutor Henrique Cyrne Carvalho – Diretor do ICBAS


Carlos Robalo Cordeiro, Diretor da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra


Fausto J. Pinto, Diretor da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa


Isabel Palmeirim, Diretora da Faculdade de Medicina e Ciências Biomédicas da Universidade do Algarve


Jaime Branco, Diretor da Nova Medical School | FCM da Universidade Nova de Lisboa


Miguel Castelo Branco, Presidente da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade da Beira Interior

Nuno Sousa, Diretor da Escola de Medicina da Universidade do Minho