• pt
  • en

Professores da FMUL ganham Prémios de Neurociências

Em 7 Dezembro 2017 / Inicio

 

 

Os prémios Neurociências Santa Casa 2017 destacaram dois Professores da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, Maria José Diógenes e Bruno André Miranda.

Numa cerimónia que decorreu no Palácio Nacional da Ajuda, no passado dia 30 de novembro, três foram os trabalhos galardoados pela Santa Casa da Misericórdia, que, mais uma vez, atribuiu bolsas a investigadores da área das Neurociências.

A Investigadora e Professora Auxiliar da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, Maria José Diógenes, recebeu O Prémio Mantero Belard, e uma equipa da Universidade do Minho, liderada por António Salgado, o Prémio Melo e Castro, ambos no valor de 200 mil euros. Pela primeira vez este ano, e em homenagem ao falecido médico cirurgião, a Santa Casa atribuiu, ainda, o Prémio João Lobo Antunes, a Bruno André Miranda, também Professor (Prof. Auxiliar Convidado) da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa. Um prémio no valor de 40 mil euros e que se destina a evidenciar médicos internos que se tenham destacado em projetos de investigação clínica.

Sabendo, à partida que não há cura para a Doença de Alzheimer, a investigadora de 40 anos, Maria José Diógenes, em conjunto com a sua equipa, pretende aprofundar o conhecimento sobre a doença, testar um fármaco inovador e investigar um novo biomarcador.

Na doença de Alzheimer existe a desregulação do funcionamento de um fator neurotrófico crucial para a sobrevivência e diferenciação neuronais e plasticidade sináptica, o fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF). Esta equipa descobriu os mecanismos subjacentes a tal desregulação e desenhou um novo fármaco para a prevenir. Este fármaco será agora testado in vivo em modelos animais da doença. Por outro lado, será estudado um novo biomarcador, no líquido cefalorraquidiano humano, também relacionado com a desregulação das ações do mesmo fator neurotrófico. A ser validado, este biomarcador, facilitará o diagnóstico e a avaliação da progressão da doença.

Também num estudo sobre Alzheimer está Bruno André Miranda que junta ainda à sua investigação os doentes com demência frontotemporal. Através de testes neuropsicológicos e questionários sobre o pensamento passado e futuro, analisa a forma como os pacientes decidem as suas tarefas e processam as rotinas. Estes testes pretendem perceber de que modo é afetada a memória episódica (as experiências pessoais) e a generalizada (baseada em conceitos globais adquiridos). Através da análise de ressonâncias magnéticas e comparando as memórias afetadas, o investigador poderá posteriormente encontrar resolução para os problemas que encontra agora.

Os prémios Santa Casa Neurociências vão já na sua 5ª edição e contabilizam dois milhões de euros. Todos estes prémios são um investimento na área da investigação das neurociências, promovendo o conhecimento e garantindo que a Medicina nunca deixe de progredir.

A Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa congratula os seus investigadores e orgulha-se de ver que, em larga escala, contribui para os avanços da Ciência em Portugal.

Copyright 2017 | Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa |