"Este é, pois, o momento de atuar com toda a força. Como se fosse o Dia D, em que temos de jogar tudo para minimizar a força do inimigo". Este é o aviso de quem está na linha da frente das trincheiras de uma guerra desigual, cujo inimigo se desconhece.
O pedido é claro e direto. No momento em que temos 169 casos confirmados de infeção por covid-19, 12 doentes nos cuidados intensivos e a previsão de atingirmos um pico dentro de duas a três semanas, faz-se um apelo sentido ao governo português para decretar quarentena obrigatória e estado de emergência. "Este é o momento de mostrar coragem e fazer o que tem de se fazer".
O que estamos a viver é uma guerra sobre a escolha dos feridos que vamos deixar em campo a morrer sem ajuda, porque na guerra salvam-se os bravos ou os que têm apenas mais sorte. É isto que um país civilizado faz aos seus? Chegou a hora.
O artigo completo de Fausto J. Pinto, Diretor da FMUL e Presidente do Conselho de Escolas Médicas Portuguesas, ao jornal Público, para ler aqui.
